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Especial Férias – Parte 3

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Especial de Férias – Parte 2B

Bom, o último post foi sobre Séries de Livros para as férias… agora, vamos ao post para livros solo. Eu particularmente gosto de livros que não têm continuação (ou que pelo menos se completam sozinhos) ou ainda de séries em que cada livro conta uma história diferente do mesmo mundo. Eu gosto de ler um livro com história fechada, que acaba ali e/ou dá margem para a imaginação. Muitas vezes é melhor que um livro seja assim do que ter 171 continuações sem qualidade.

1) Os filhos de Anansi, do Neil Gaiman, publicado pela Editora Conrad.

Mais uma vez, um dos meus livros favoritos. Os filhos de Anansi conta a história de Fat Charlie, americano radicado na Inglaterra há anos que tem uma vidinha medíocre e está prestes a se casar. Então, recebe a notícia que seu pai, o velho Nancy, faleceu e tem que ir para os Estados Unidos confrontar todos os problemas familiares que tem e ainda por cima descobre que tem um IRMÃO. Exatamente. E quando o irmão dele o segue para a Inglaterra e se apaixona pela sua noiva, ele se vê de frente com problemas (e sentimentos) que nunca imaginou existirem dentro de si mesmo.
Neil Gaiman nos conduz por esse “drama familiar” de forma leve e hilária, com situações bizarras e, é claro, com as situações de fantasia que o caracterizam. Entendam, o Sr. Nancy é Anansi, o deus africano das histórias e da trapaça. Então Charles e Spider são filhos de um deus e, por tanto, têm poderes “sobrenaturais” como conseguir beber para caramba, cantar muito bem e fazer um quarto no subúrbio de Londres ter vista para uma cachoeira paradisíaca. Só que o Charles não aceita esse lado dele, porque ele se ressente do pai de uma forma um tanto irracional. Existem cenas no livro que são muito engraçadas e a conclusão só pode ser descrita como “fofíssima”.

Ah, e cuidado com o tigre…

2) Derby Girl, de Shauna Cross, publicado pela Editora Galera Record.

Ok, Derby Girl é um dos melhores livros lançados em 2009 pela Galera Record. Como a cherry_b já comentou, é a história de Bliss, uma adolescente meio alternativa que mora numa cidadezinha no interior do Texas e tem uma mãe viciada em concursos de beleza. A coisa que ela mais quer é “se libertar” da influência da mãe e consegue isso majestosamente: entrando para um time de Roller Derby como Babe Ruthless. Ela faz história. Só que ela é menor de idade, ela mente para a mãe sobre onde está enquanto ensaia e se apaixona por um cara de banda. Oi, todo mundo sabe que não se deve se apaixonar por um cara de banda.
O livro é contado em primeira pessoa pela Bliss e ela é hilária. Sim, ela é uma drama queen, mas quem é que tem 16 anos e não é nem um pouquinho dramática? A narrativa é muito leve e você termina o livro num pulo, ficando com um gostinho bom de quero mais. Nem que seja jogar Roller Derby!

3) A Magia de Holy Wood, de Terry Pratchett, publicado pela Editora Conrad.

Certo, esse faz parte de uma série, mas é uma série que não é necessário ler na ordem. Na verdade, a Série Discworld tem uns “arcos” dentro dela de personagens mais ou menos fixos, mas não é o caso desse livro.
A Magia de Holy Wood se passa no mundo do disco (para mais informações, aqui) quando o último guardião de “um mal antigo e adormecido” morre. Obviamente, o “mal antigo e adormecido” começa a se espalhar por Ankh-Morpork e a dominar a mente das pessoas, levando-as para a colina de Holy Wood. Primeiro, os alquimistas inventam imagens que se movimentam e podem ser projetadas. Depois, começam a contratar pessoas para fazer seus filmes. Aí, o Dribblet Cava a Própria Cova, o maior trapaceiro de Ankh-Morpork, parte para Holy Wood e funda o maior estúdio de imagens animadas de Ank-Morpork. Então, Victor, um aprendiz de mago, segue para Holy Wood levado por um impulso estranho e acaba se tornando um dos maiores atores de Holy Wood, junto com Ginger, a atriz que contracena com ele. Mas, sendo aprendiz de mago, ele sabe que há algo errado ali. Ele sabe que não é normal sentir a cabeça leve e de repente fazer a melhor atuação da sua vida sem se lembrar de nada… E, principalmente, sabe que não dá para confiar em nada que os alquimistas fazem. E resta a ele descobrir o que É que faz Holy Wood ser louca como é.

Terry Pratchett tem um estilo de escrita único e em A Magia de Holy Wood ele satiriza a indústria de filmes, ao mesmo tempo em que presta uma homenagem aos filmes mais clássicos. Citações de filmes, brincadeiras com as classes “clássicas” de fantasia (como magos, alquimistas, trolls, etc) e animais falantes que são mais sensatos que pessoas são a cereja do bolo. Esse é um dos melhores livros da série Discworld que foram publicados no Brasil, perdendo só para Guardas, Guardas e O Aprendiz de Morte.

4) Incidente em Antares, de Érico Verissimo.

Esse foi o melhor livro que eu li para a escola e não é por menos. Érico Verissimo é o pai de outro escritor ilustre, Luís Fernando, e eu só posso dizer que está no sangue. Em Incidente em Antares, ele conta a história de uma pequena cidade do sul chamada Antares e do episódio em que os mortos resolveram “não morrer” e empestiaram a cidade com a sua podridão.

O livro é tão bem escrito e tão bem descrito que você consegue imaginar os odores, as reações das pessoas aos mortos e tudo o mais. Além disso, há o fato de se passar no Brasil e os mortos causarem uma confusão sem limites na cidadezinha.

5) Jogo da Velha, de Malorie Blackmand, da Editora Galera Record.

Esse é um livro relativamente caro, mas que vale cada centavo gasto nele. Conta a história do amor entre Callum e Persephone num mundo um tanto “inusitado”. Na Inglaterra em que eles vivem, existem os Cruzes, que são os negros que formam a elite e os zeros, que são brancos que foram escravizados durante séculos e continuam fazendo trabalhos subalternos. Callum é um zero, filho da empregada da famílaide Persephone, que é filha de um político. Num mundo cheio de preconceitos, eles acabam vivendo muitas coisas profundas e intrigantes.
A parte mais interessante desse livro é como ele inverte o nosso mundo e constrói algo que nos faz questionar. O estranhamento é o primeiro sentimento que você sente, por estarmos tão acostumados a ver brancos como a “elite”. Depois, ela trabalha com a questão do terrorismo por parte das minorias, nos fazendo questionar se é válido ou não. Além disso, trabalha com os esteriótipos e tudo o mais. É um livro para quebrar barreiras e abrir mentes e vale muito, muito a pena dar uma lida.

A Partir daqui, a cherry_b elegeu os 5 “solo” que ela sugere para as férias. É responsabilidade dela!

1) Slam, de Nick Hornby
Esse é o primeiro livro juvenil do consagrado autor inglês Nick Hornby. É a história de Sam, que é quase uma Juno de calças.

Ele é um garoto de 16 anos que tem uma vida bem normal. Ele vive em Londres, gosta de andar de skate, é fã do Tony Hawk e tem uma mãe que é divorciada e que ficou grávida aos 16. Tudo começa num verão que tinha sido ótimo. A mãe do Sam estava ganhando mais dinheiro e tinha terminado com Steve, o namorado escroto, e o Sammy tinha ganhado um pôster do Tony Hawk (Isso é mais importante do que parece, tá?).

“Slam” é uma gíria inglesa de skatistas, quando sua manobra está indo muito bem, aí você percebe como ela é boa e pá: cai de cara no concreto. E é isso que acontece no livro. Tudo perfeito e maravilhoso, até que Sam conhece uma menina, Alicia, que parecia ser a menina dos seus sonhos. Os dois começam a namorar, e eles evoluem a coisa para o próximo estágio. Só que Alicia descobre que está grávida. Aos dezesseis, que nem a mãe do Sam. E a mãe dele fica toda “OMG! Eu vou ser avó e tenho a idade da Cameron Diaz!”

É aí que ele começa a engolir concreto. (outra gíria de skatista, haha.)

Ah, ele é um cara muito burro também, mencionei isso? Toda noite, ele conversa com o pôster do Tony Hawk, que sempre responde e dá conselhos. O guri tenta fugir pra Hastings, uma cidade perto de Londres, para viver como empinador de pinos de boliche, na hora que Alicia ia receber o resultado do teste. E ele tenta se esconder do pai e da mãe da Alicia atrás de um poste.

Quer dizer, é um livro hilário e verdadeiro, vale a pena. A narrativa é simples, direta e cheia de referências pop, do tipo que você se identifica com a história.
E dá pra ler em um dia.

2) Estranho Caso Do Cachorro Morto, de Mark Hadoon

Era uma vez um menino órfão de mãe e autista diagnosticado chamado Christopher. Ele sabe de cor todas as capitais do mundo e todos os números primos até 7.507. Ele odeia amarelo e marrom e odeia mais ainda ser tocado. Ele está andando na rua de uma pequena cidade perto de Londres que eu esqueci o nome, só sei que começa com S (Eu li esse livro há um ano e meio, dá um tempo!). Aí ele acha um poodle morto com um forcado. Ele fica com raiva. Como assim mataram o poodle?

Chris é fã do Sherlock Holmes (que nem eu! \o/) e resolve descobrir quem matou o bendito cachorro e escrever um livro contando o mistério, porque ele acha difícil imaginar coisas que não aconteceram com ele. Nota: o livro que dele escreve é a narração que a gente lê. Só que isso é só a ponta do iceberg. Na medida que ele vai tentando descobrir quem matou o cachorro, ele descobre coisas muito mais sérias sobre si mesmo e sobre sua família. E sobre sua mãe, que teoricamente estava morta.

Admito que me surpreendeu. Achei que ia ser bobo, daqueles livros bem idiotas mesmo. Mas não. Você dá muitas risadas, verdade. Só que é tão verdadeiro e tocante que é difícil acreditar que o Chris é só um personagem de ficção.

3) Caninos Brancos, de Jack London

Este aqui é o mais antigo da minha lista. Com a narrativa mais realista que eu já li, dá para sentir frio só de ler a descrição do Wild.
É a história de um lobo meio cachorro e toda a sua ÉPICA jornada pelo Alasca, desde que ele vivia na floresta até ser domesticado e forçado a se adequar ao mundo dos homens.
Caninos Brancos tem uma capacidade incrível de se adequar, de se adaptar. Ele já teve um dono índio, um dono branco e por fim acabou nas mãos de Weedon Scott, o único dono – ou deus, na visão do lobo – que foi bom com ele.
Uma história sobre a relação entre homens e animais, porém, acima de tudo, é uma história sobre como é não pertencer a lugar nenhum.

Se você for olhar por um lado, é meio piegas, mas fazer o quê? É meu livro preferido.

4) Diário Absolutamente Verdadeiro De Um Índio De Meio Expediente, de Sherman Alexie

Sherman Alexie conseguiu uma coisa incrível. Transformar um livro sobre superação e desigualdade social em uma coisa divertida. Arnold Spirit Junior, é em todos os sentidos, um menino azarado. Mora na reserva indígena mais pobre dos Estados Unidos, tem hidrocefalia, por isso a cabeça dele é enooorme. Ele apanha todo dia, a única pessoa que o defende é Rowdy, seu amigo durão. Por isso, ele passa seus dias trancado em casa, desenhando cartuns. Só que o que ninguém esperava é que Junior fosse um lutador. Após um incidente envolvendo um livro velho de geometria e o nariz de um professor, ele recebe o maior conselho da sua vida: Ele precisava sair da reserva. E rápido. O garoto se enche de coragem e se matricula em Reardan, uma escola de brancos fora da reserva, cujo o mascote é um índio, mas não há índios na cidade.
Exceto Junior, claro.
Ele chega lá, e todo mundo chama ele de Arnold, seu primeiro nome. Na cidade de caras-pálidas, ele conhece muita gente. Penelope, a garota loira e popular que me lembra vagamente a Elena, de Diários Do Vampiro (Ou seja,uma filha da p….), Gordy, o menino gênio com tesão metafísico e vários outros.

Só que Arnold vira o inimigo público nº 1 da reserva. Todos acham que ele é um traidor. Seu novo apelido é maçã. Não, não é porque ele é uma frutinha. É porque para os outros índios, Arnold é vermelho por fora e branco por dentro. Muitas coisas ruins acontecem, e Arnold ilustra todas elas com seus cartuns. No final, o índiozinho chega a uma conclusão: mesmo que esteja meio dividido entre as duas vidas que leva, ele aindo é um índio Spokane, nunca vai deixar de ser. E nunca vai deixar de batalhar. Porque é um guerreiro, acima de tudo.

Enfim, é uma história genuinamente sensível. O que mais pode se esperar de um livro?

5) Coraline, de Neil Gaiman.

Quando Neil Gaiman lançou Coraline, disse que seria um livro para “meninas estranhas, de todas as idades”. Talvez você já tenha visto o filme. Se viu, é interessante ler o livro também.

A história é muito sinistra. Coraline Jones se muda para uma grande casa vitoriana que foi dividida e transformada em apartamentos. Os vizinhos são excêntricos, e sempre erram seu nome. Coraline tem pais ausentes, e no primeiro dia, eles a mandam explorar a casa.
Nisso, Coraline se depara com uma portinha, que a leva para outro mundo. Um mundo mais legal, com pais divertidos e vizinhos que a chamam de Coraline, não de Caroline.
Só que nem tudo é o que parece. Ela percebe que sua mãe do “outro lado” tem botões no lugar de olhos. A mãe esquisita pede para costurar botões nos olhos da menina. (!)
Tudo era uma questão de escolha, até que a mãe dos botões aprisiona os pais verdadeiros de Caroline, forçando-a a voltar ao universo paralelo para resgatá-los.

É muito, muito bom. Tem algumas partes que me deram calafrios, mas foi uma ótima introdução ao mundo macabro da Gaiman.

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Especial Férias – Parte 2A

Continuando o nosso especial, depois de indicar filmes que estreiam em Janeiro que vocês não podem perder (de uma forma um pouco confusa, confesso),  vamos aos livros – parte um.

Como eu tenho um carma de séries, vou dividir o especial sobre livros em duas partes. A primeira englobará séries de livros e a segunda, livros que são “sozinhos”.



1) Artemis Fowl, de Eoin Colfer, publicado pela Editora Galera Record.
 

Artemis Fowl é um garoto gênio do crime. Com apenas 12 anos, ele segue os passos criminosos do pai e está pronto para dar o seu maior golpe: roubar o ouro das fadas. Não só foi capaz de descobrir a existência do Povo das Fadas, como também aprendeu o seu idioma e bolou um plano mirabolante para colocar as mãos no dinheiro deles… só que ele não contava que seria impedido por uma equipe da LEPrecon, a organização de operações especiais do Povo, e acabaria sofrendo tantas reviravoltas que… bom, só lendo para saber, né? ;D
São seis livros na série (até agora), um “arquivo” e uma adaptação para os quadrinhos, todos eles lançados no Brasil pela editora Galera. Artemis é um dos meus livros favoritos e o Artemis foi o meu primeiro “book crush”. O meinno era bonito, inteligente e maldoso! O que mais eu podia querer?
Antes que pensem em pedofilia, eu tinha 11 anos quando li o primeiro livro, então o Artemis cresceu comigo. É uma série recheada de diversão que agrada tanto ao público mais jovem quanto ao mais velho. O Eoin Colfer, o autor, tem um estilo de escrita maravilhoso e suas histórias são muito bem boladas, embora no último livro do Artemis ele tenha apelado só um pouquinho…
Os livros são: Artemis Fowl: O menino prodígio do crime,Artemis Fowl: Uma aventura no Ártico, Artemis Fowl: O código eterno, Artemis Fowl: A vingança de Opala, Artemis Fowl: A colônia perdida e Artemis Fowl:O Paradoxo do Tempo.



2) Série Millenium, de Stieg Larsson, publicada pela Cia. Das Letras

A Série Millenium trata de Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo e Lisabeth Salander, uma haker de computadores extremamente anti-social, investigando crimes que envolvem violência contra as mulheres e podres da sociedade sueca. No primeiro livro, Os Homens que não amavam as mulheres, Mikael é condenado a prisão por difamação depois de escrever uma matéria desmantelando um esquema de corrupção bancária e logo depois de cumprir sua sentença (três meses, o que, no Brasil, virariam tipo umas 2 cestas básicas), é convidado por um senhor para investigar o desaparecimento de Harriet Vanger, a herdeira de um império industrial que está desaparecida desde 1966. A partir daí, Mikael começa a desencavar podres da família Vanger, correndo até o risco de vida algumas vezes e só com a ajuda de Lisabeth Salander que consegue desvendar o mistério.
No segundo livro quem precisa de ajuda é Lisabeth Salander, para provar que não é culpada de um triplo homicídio que tem todos os indícios de terem ela como executora. Mikael então se empenha para salvá-la. No terceiro, “grande parte dos segredos é desvendada, e Lisbeth Salander agora conta com excelentes aliados.”
Eu só li o primeiro e os outros dois estão aqui na fila de leitura, mas eu posso dizer que se os outros dois forem tão bons quanto o primeiro, vale MUITO  a pena! Eu li as 560 e poucas páginas desse livro em dois dias, porque não conseguia largá-lo. O início é meio lento, mas depois das 100 primeiras páginas, as coisas correm tão rápido que você até se esquece de respirar. É um livro policial diferente do “comum”, mas muito interessante.
A série Millenium deveria ter 10 livros, mas o autor morreu de ataque cardiáco antes de revisar o quarto e terminar o quinto, então ficamos só com 3… Aliás, tudo se passa na Suécia,o que é um alívio para quem lê tantos livros ambientados nos Estados Unidos e no Reino Unido como eu!
Os livros são: Os Homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A Rainha do Castelo Alto.

3) O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, pela Sextante 

Primeira lição: NÃO ENTRE EM PÂNICO!
O Guia é mais do que uma série de humor interplanetária, é um guia para a vida. Entendam, você aprende muito mais lendo os 5 livros que compoem essa trilogia (sic) do que nos 10 anos que passa sentado numa cadeira escolar vendo química, geografia e desenho geométrico. Das teorias científicas mais modernas à lições de como sobreviver à vingança de uma criatura, do que vestir quando for sair (nunca esquecer da toalha) à nunca-jamais ficar num sarau Vogon. O Guia é um livro essêncial para qualquer pessoa que respire na Terra e que saiba a pergunta que origine o infame 42 (mesmo que seja 6 vezes 7).
O Guia conta as aventuras de Arthur Dent, que escapa da destruição da Terra graças à Ford Prefect, um amigo de betelguese que estava na Terra disfarçado de ator. A partir daí, os livros contam as aventuras de Arthur no universo. Arthur é um inglês comum, que prefere ficar em casa tomando chá à fazer estripulias espaciais por aí, mas a vida é assim mesmo, não?
O mestre Douglas Adams morreu de ataque cardíaco aos 42 anos e o responsável pela sexta parte de três da série é o Eoin Coilfer… sim! O Autor de Artemis Fowl! Dizem que o livro será lançado por aqui nesse ano ainda.
Os livros são:  O Guia do Mochileiro das Galáxias; O Restaurante no Fim do Universo; A Vida, o universo e tudo o mais; Até mais, e obrigado pelos peixes! e Praticamente Inofensiva.

4) The Southern Vampire Mysteries, de Charlaine Harris

Essa só é uma boa para as férias para quem lê em inglês. Em português, só tem os dois primeiros livros e não compensa muito, na minha opinião, começar a ler agora e ser torturada com a espera. A Série The Southern Vampire Mysteries é aquela conhecida como True Blood ou como Sookie Stackhouse Misteries. Sookie Stackhouse é uma garçonete de 25+ anos que é telepata e tem sua vida virada de cabeça para baixo depois que um vampiro chega na cidadezinha pacata de Bon Temps. Vampire Bill é nativo de Bon Temps e está de volta para tentar se acostumar à vida moderna. Entenda: nesse mundo, os vampiros decidiram se revelar para o mundo e convivem lado a lado com os seres humanos (e demais criaturas), apesar dos problemas que enfrentam. No primeiro livro, uma série de assassinatos de fangbangers (como chamam as pessoas que “correm” com vampiros, se me permitem o espanhol) levam a polícia a acreditar que o irmão de Sookie é o culpado e ela começa a investigar para livrar o irmão. Depois disso, a vida dela jamais é a mesma.
Os livros são cativantes para caramba e é impossível ler um só. Na verdade, é aquele tipo de livro que você esquece do mundo enquanto está lendo e quando termina, quer ir correndo ler o próximo. A Sookie é uma ótima personagem principal e os demais personagens também são muito bem construídos (principalmente o Eric <3). Vale a pena!
Os livros são: Dead until Dark, Living Dead in Dallas, Club Dead, Dead to the World, Dead as a doornail, Definetely Dead, All together dead, From Dead to Worse e Dead and Gone. O nono, Dead in the Family, sai em Maio.


5) As Crônicas de Arthur, de Bernard Cornwell, publicadas pela Editora Record.

Sou muito suspeita para falar, mas essa é a melhor história do Rei Arthur que eu já li. Barra as Brumas de Avalon, barra tudo. A história é contada por Derfel, um dos órfãos criados por Merlin, que conforme cresce vira um guerreiro e acompanha os passos de Arthur na tentativa de unificar os reinos da Inglaterra (tá, esse conceito não existia na época) contra as invasões saxônicas. O BC faz uma pesquisa história para todos os livros que faz e não por menos, no final de cada um dos três livros da trilogia ele fala o que fantasiou e o que tem muitos indícios de terem acontecido de verdade. Os personagens são cativantes demais e você grita com eles, chora com eles e comemora com eles cada passo que dão. Além disso, o estilo de escrita do BC é tão realista que você consegue sentir até o cheiro de cerveja e mijo dos saxões!
Claro, se você não gosta de batalhas, de guerreiros, de história e de estratégia militar, fique longe dele. Há romance, mas não é o ponto principal. O ponto principal é contar a história de um homem e de como o mundo era antes, durante e depois dele. E é isso que eu acho o melhor de tudo! O meu O Rei do Inverno é autografado e eu recebi um abraço do BC quando disse que as Crônicas eram meus livros favoritos! Porque, dos que ele escreveu, são os dele também.


Os livros são: O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus e Excalibur.

Menções honrosas: Se eu fosse dizer TODAS as séries que eu acho que vocês deveriam ler, não seria só para as férias e sim para a vida inteira! Apesar disso, acho que as abaixo merecem pelo menos uma citação.

– As Crônicas Saxãs, de Bernard Cornwell, da Editora Record.
– Senhor dos Anéis, de J. R.R. Tolkien, da Editora Martins
– A Mediadora, de Meg Cabot, da Editora Galera Record.
– Vampire Academy, de Richelle Mead, da Editora Nova Fronteira
– Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan, da Editora Intrínseca
– Trilogia da Fundação, do Isaac Asimov, da Editora Aleph.

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Especial Férias – Parte 1

A Pam, do Garota It, começou um “especial de férias” e como eu sou uma bruxa invejosa (hahaha), vou começar um aqui também. Será que vamos começar um movimento?;D
Bom, eu sou uma pessoal que entrou de férias no final de Dezembro e só volta às aulas no meio de Março então… eu tenho três meses de férias. Na verdade, todo ano é assim na faculdade em que frequento (a tal da UnB, já ouviram falar?), então férias meio que virou minha especialidade. Eu tenho três meses inteiros de pernas para o ar e tirando umas duas ou três semanas em que vou visitar meu parentes na Paraíba, eu fico sem fazer porra nenhuma o tempo todo. Isso meio que dá um PhD de vagabundo para alguém, né?

Assim, vou usar esse espaço para compartilhar minhas experiências. A primeira parte desse especial é… Estou de férias, e agora?

Aproveita!

Se você for como eu, deve ter acumulado milhares de coisas para fazer durante esse tempo. Só que isso não é necessáriamente saudável… eu recomendaria tentar expandir seu universo durante esse período.Experimentar coisas que nunca tinha experimentado, assim. Buscar assuntos que talvez nunca tivessem passado na sua cabeça e que são super legais ou ainda aquilo que você sempre teve vontade de entrar em contato mas nunca tinha tido a oportunidade. Tá, ficou muito vago, mas vocês vão ver na listinha abaixo do que eu estou falando.

Aproveitando as oportunidades para…

1) Conhecer/relembrar as aventuras do Sherlock Holmes:

Semana que vem estréia o mais novo longa com o ilustre detetive inglês, com nada mais nada menos que o Homem de Ferro Robert Downey Júnior como o sr. Holmes e Jude Freaking Hot Law como o sr. Watson (que, para mim, sempre foi baixinho e gordinho) e o Guy Ritchie como diretor. Tipo, o filme vai ser ÉPICO. Mas que tal aproveitar a onda para ler as aventuras escritas pelo Sir Arthur Conan Doyle? Pelo que eu li por aí, esse filme está muito bem adaptado, principalmente levando em consideração a essência dos personagens dos livros/contos. Além disso, as histórias são surpreendentes e divertidíssimas, além de fáceis de ler.
O filme estréia dia 8/01.


Trailer:


2)Virar o rei dos monstros com Max de Onde vivem os Monstros:

Desde que eu vi o trailer pela primeira vez, eu fiquei louca louca para ver esse filme. Ele era para estreiar nas telinhas verde-amarelas ano passado, mas foi adiado, adiado, adiado e agora a data marcada é dia 15/01. O livro já foi publicado por aqui e é pequeniníssimo e eu considero um presente perfeito para crianças! As ilustrações são lindas e a história muito fofinha. Já sobre o filme, todas as críticas que leram o elogiam muito e dizem que é voltado para todos os públicos, mas principalmente para adultos. É um filme que, segundo eles, faz relembrar as inseguranças que estão presentes na infância.
Além disso, o trailer é com Funeral, do Arcade Fire. Dá vontade de chorar só de ver ;D

Trailer:

3) Fazer um plano de sobrevivência em caso de ataques zumbis depois de aprender as regras em Zumbilândia:

Embora meu tio já tenha feito todo o plano de fuga em caso de ataque de zumbis, o filme parece ser divertidíssimo. Nem todo mundo já teve a oportunidade de ver um filme de zumbi ou mesmo acha que não gosta, mas eu garanto que é um dos gêneros do terror mais hilários. De verdade. Se você quer se esbaldar de rir, a pedida certa é um filme de zumbie. Os sustos são sempre seguros e o sangue é tão groselha que não tem como ficar ocm nojo. Zumbilândia parece seguir o mesmo caminho e ser muito bom, dentro do gênero.Além disso, tem a Abigail Breslin Little Miss Sunshine! Esse é outro que era para estrear ano passado (outubro), e aí foi adiado para novembro, para dezembro e agora está como estréia do dia 29/01.

Trailer:

4) Relembrar musicais como Chicago ao ver Nine:

Nine é um musical da Brodway adaptado para o cinema. Conta a história de Guido Contini, um famoso diretor de filme, enquanto luta para colocar harmonia entre sua vida pessoal e profissional. Eu adoro musicais e só ver o trailer e a lista do elenco desse filme foram o suficiente para acenderem uma vontade louca de vê-lo. Estréia junto com Onde vivem os Monstros, no dia 15/01 e conta com (vamos lá, é uma lista imensa!)

Daniel Day-Lewis, Penélope Cruz, Judi Dench, Nicole Kidman, Kate Hudson, Sophia Loren, Marion Cotillard e Fergie! Tipo, oi! Desemprego jamais em Hollywood depois desse filme… XD
(Ah, o diretor é o mesmo de Chicago…)

Trailer:

5) Ver uma ficção científica vampirica (!?) em Daybreakers!
O que esperar de um filme em que os vampiros são maioria na terra e começam a passar fome por falta de alimento? E que se não salvarem o resto dos humanos que ainda existem, eles estão fadados à extinção por não ter alimento? Exatamente isso. EPIC WIN! Num tempo como o nosso em que “vampiros” são elevados à um estado próximo ao de deuses na cultura pop, um filme que mostre a fragilidade deles vem bem a calhar. Além disso, há a metáfora visível… São vampiros, mas por que não comparar a situação deles à nossa daqui a alguns anos? O que faríamos se para podermos continuar existindo tivessemos que preservar o que comemos? E a música do finzinho é Running Up that Hill, do Placebo ❤
Até agora, está programado para estrear dia 29/01 por aqui…

Trailer:

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