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Não muito épico: Percy Jackson E O Ladrão De Raios, a adaptação mais broxante dos últimos 10 anos

Mesmo que a adaptação seja um saco, você continua sendo fofo, Logan!


Eu me decepcionei porque eu esperava muito. Mesmo com o Craig Titley sendo o roteirista, eu ainda estava esperando que fosse o melhor filme do ano. Afinal, é Percy Jackson! Percy Jackson está na minha lista de 10+. É uma daquelas poucas séries que agradam a gregos e troianos (haha). Simplesmente não podem foder com PJ&O. É contra a lei!

Doce, doce engano.

Para começar, em João Pessoa inteira só tinham cópias dubladas. Eu perguntei para a minha mãe se eu, a Bell e o Vítor podíamos ir para Recife para ver legendado, mas aí ela me lançou um daqueles olhares ameaçadores e eu desisti da minha idéia idiota. Então, fomos os três marchando para o Manaíra Shopping, que para quem não sabe, é um shopping muito ruim. Nos acomodamos nas cadeiras não-reclináveis do cinema e a sessão começou.

Um vislumbre da maciez das cadeiras do Manaíra Shopping

O que posso dizer? A dublagem do Poseidon foi uma das coisas mais traumatizantes que eu já ouvi na minha vida. Até hoje eu tenho que tapar meus ouvidos para que as vozes de “Percy… você é meu filho” parem de me atormentar a noite, mas nunca funciona.
Tudo bem que tem os seus pontos altos tipo “Percy, Annabeth, a casa caiu!”, “Continua na pegada do Zé Ramalho”, Highway To Hell no ônibus, a cena bem legal da Sra. Dodds e uma Medusa bem assustadora.

O Percy continua desajeitado do jeitinho que eu amo, mas parece que cheirou o Pó Da Inteligência. E a Annabeth de repente ficou burra. Como assim é o Percy que tem os planos? Ela é filha de Atena, ela que tem os planos! Senão ela vira mais uma personagem feminina que só serve para enfeitar. Se seguirem essa lógica e fizerem o Mar De Monstros, o Tyson vai ser o personagem mais inteligente de todos! Não aprovo, definitivamente.

Tyson: “O quadrado dos catetos é a soma da hipotenusa e…” Annabeth: “Cateto não era aquele animalzinho?” Percy: “Ó Annabeth, mas tu és bronca mesmo! Meu querido irmão Tyson acabou de anunciar o teorema de pitágoras!” Grover: “Flw e disse, truuuta!”

Além disso, pesaram a mão no tema “ausência paterna”, deixando o Poseidon gayzinho demais. O Poseidon é ausente porque deuses são ausentes, não porque o Zeus é malvado e disse que as coisas seriam assim.
Sinto que tiraram toda a graça e a criatividade da minha série favorita, deixando só um filme fraco livremente baseado em Hércules. Dá zero pra eles!

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Movie T-Shirt way of life

OK,beibes. No nosso segundo espaço dedicado à moda roupas (em especial, camisetas), trago camisetas de Filmes. Acho muito digno que depois das bandas, nós homenagiemos (isso existe?) a sétima arte, com algumas das camisetas mais legais da internet… e continuando o meu guia-supremo-de-lojas-legais-de-camiseta.

Estão prontos?




Essa primeira é uma que eu tenho (inclusive usei ela ontem!). É uma referência ao papel da Marilyn Monroe no filme “Os Homens preferem as Loiras” e é simplesmente hilária! Em todo lugar que eu vou, provoco pelo menos uma risadinha ao lerem a blusa. Ela é preta com detalhes rosa (feminina) ou azul (masculina). É da Diaba Quatro
Em bom português, quer dizer “Um homem ser rico é como uma garota ser bonita.”








Essa é de outra diva do cinema, a Audrey Hepburn. Baseada em Bonequinha de luxo, essa estampa é dourada e tem uma caricatura da Audrey. Tá, só está disponível como regata,que tecnicamente não é camiseta, mas vale. Ela é lindinha demais e atende a todas aquelas pessoas que choraram no último post dizendo que moram no inferno em lugares quentes. Essa também é da Diaba Quatro!










A próxima é de Kill Bill, do Quentin Tarantino. No melhor amarelo cone de trânsito possível, temos a lista de assassinatos da Noiva, terminando com Bill. Só faltou uns vermelhinhos assim, para ficar legal. O interessante é que essa tem a gola e as mangas pretas, então acho que o corte dela deve ter uma gola mais aberta.  Mais fotos e detalhes, no La Película.








Essa é da HotTopic, que foi indicada no último post como o paraíso das camisetas. É gringa, mas é segura. A única coisa é que não compensa comprar só uma camiseta pelo frete, então é melhor se juntar com as amigas para isso. A blusa é roxinha e é o início da Alicemania, é claro. Ela sempre esteve por aí, mas com o filme do Mr. Burton, vai ficar muito mais intensa. Que tal ser a primeira a ter uma blusa do filme da Alice para poder chamar todo mundo de poser?? (hahaah!)
Essa vale TOTALMENTE a pena!





A última é de Back to the Future! Como o filme favorito da minha hermanita, eu precisava colocar aqui, né? Meio retrô, da Nonsense (que tem outras milhares de camisetas lindas de filmes). Nessa loja, você pode escolher o modelo e ver as cores disponíveis.  (eu recomendo esperar uma promoção para comprar, porque acho que o preço não compensa muito =/)












E chegou. Vejo vocês na próxima! ;D

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Blockbusters fedem! – Um tributo e um sacríficio aos filmes indies que só passam no CasaPark.

Você está cansado de filmes cheios de efeitos especiais, orçamentos milionários e mulheres peitudas correndo no meio de explosões?
Você está cansado de comédias românticas que subestimam a sua inteligência, com atores premiados de Hollywood fazendo papéis que até a sua priminha de cinco anos conseguiria fazer melhor?
Cansado de adaptações toscas com roteiros mal-elaborados e que inexplicavelmente ocupam 90% das salas de exibição de todo país?
Pois EU estou!
Eis aqui um post sobre filmes atuais sem encheção de linguiça e com orçamento baixo, vulgarmente conhecidos como filmes indie.

É tão loser que nem passou no cinema!


1) Juno

Duvido que tenha alguém aqui que não conheça a história da menina grávida, mas mesmo assim coloquei na lista por ser tão legal e sagaz! E também porque se não tivesse sido indicado ao Oscar, nunca teria passado no Brasil.
A trilha sonora é foda, a Juno é hilária e o Paulie é uma graça. Num ano marcado por super-produções recheadas de efeitos especiais, Juno foi um destaque justamente por ser tão simples e esperto.

2) Rebobine, Por Favor
Eu achava que o Jack Black só sabia fazer coisas imbecis. Quer dizer, nenhum problema com coisas imbecis, Tenacious D – The Pick Of The Destiny está na minha lista de 10+.
Só que aí eu vi Be Kind, Rewind. É a história de uma locadora de vídeos decadente, que tem todos as fitas desmagnetizadas após um incidente envolvendo o Jack Black. Aí para reparar o erro, eles começam a fazer versões caseiras dos filmes, tipo Rei Leão e Ghostbusters. As versões fazem muito sucesso e ameaçam fechar a locadora por infração de copyright. Falando assim parece muito idiota, mas o jeito que o filme anda é muito bom. É o tipo de filme sincero que anda em falta hoje em dia.

3) (500) Dias Com Ela

É o primeiro longa do Marc Webb, aquele tio legal que dirige vídeo clipes e dirigiu Teenagers do My Chemical Romance. Não que eu goste de My Chemical Romance.
Voltando ao assunto, (500) Dias Com Ela não é uma história de amor, é uma história sobre amor. É um cara que se apaixona por uma mulher, mas ela não se apaixona por ele. Ele é todo fofo, e ela é direta, egoísta, mal-comida, piranha, cínica e maldita. Enfim, odeio ela.
Teve gente que achou chato porque o Tom e a Summer não ficaram juntos no final, mas essa é a graça. O andamento não é linear, mostrando vários acontecimentos nos 500 dias que os dois se relacionaram.
Sem falar na trilha sonora, que é muito, muito boa. Smiths comanda!
4) Whip It!

Mais um com a Ellen Page. Vocês já leram Derby Girl, né? Ok, se não leram, é a história de uma menina, a Bliss, de uma cidadezinha chamada Bodeen. Bodeen só aparece no mapa por causa da fábrica de sorvetes Bluebonnet, e todo ano eles escolhem uma garota para estampar o outdoor da marca. O sonho da mãe da Bliss é que ela seja a garota-propaganda dos sorvetes, que nem ela foi um dia.
Só que Bliss não quer saber de nada disso. Ela gosta mesmo é de indie rock,e mais tarde descobre o Roller Derby, um esporte de pancadaria sobre patins. E além do novo jogo, ela conhece um cara lindo, o Oliver.
É um daqueles filmes sobre passagem, com umas cenas super divertidas de meninas se batendo.E é dirigido pela Drew Barrymore! Precisa de mais?
5) Atividade Paranormal
Alguém aqui tem medo de efeitos especiais e de clichês? Só sei que eu não tenho. Atividade Paranormal não é um daqueles filmes retardados que só fazem rir, realmente dá um medinho.
Dá medo porque é imprevisível, porque é quase caseiro e os atores são muito naturais. Muita gente não dormiu a noite, só pensando nas melhores (ou piores) cenas.
Tem crítico que odiou, dizendo que é tudo um grande truque, uma jogada de marketing, e blá, blá blá.
Aí eu digo: E daí?
Dá medo, isso que importa.<

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Kick Ass – The Movie

  Kick Ass conta a história de um adolescente normal, Dave Lizewski que costuma passar seus dias na loja de Comics próxima a sua casa. Um dia, ele decide se fantasiar e se tornar um superherói chamado KICK ASS (ou Chuta-Bundas, em bom português, Prefiro “Quebra-Caras” que mantém o efeito!) e combater o crime. Depois de chamar a atenção da mídia, Dave consegue um monte de seguidores e começam a combater o crime mascarados assim como ele: ninguém tem superpoder nem nada. Mas todos eles podem chutar a sua bunda quebrar a sua cara.

Kick Ass é mais um daqueles filmes que são adaptação de Quadrinhos (ou graphic novels, se você for chique) e que geram antecipação tremenda por parte da fan-base e dos oportunistas de plantão. Além disso, os trailers, os posteres e os personagens parecem ser tão legais que a gente mal pode esperar até Abril (pelo menos nos Estados Unidos, né?) para assistir e rolar de rir. Sim, há muito sangue e violência, mas quem se importa? Promete ser tipo Kill Bill, só que muito mais divertido.

Fora o Kick Ass, existem mais três heróis no filme: o Red Mist, a Hit Girl e o Big Daddy.

“Eu não consigo ler sua mente, mas posso quebrar a sua cara”


Red Mist é o “parceiro” do Kick Ass e como vocês podem ver no Trailer abaixo, ele que tem o carro. Eles são tipo melhores amigos, pelo que eu andei lendo por aí. Além disso, ele tem uma cara de nerd do caramba. O ator que faz o Red Mist é Christopher Mintz-Plasse, que faz o McLovin’ de Superbad.

 
“Eu não consigo ficar invisível, mas posso quebrar a sua cara”

O Big Daddy se veste parecido com o Batman (olha só? XD) e é pai da Hit Girl. São pai e filha combatendo o crime, olha que divertido? No filme, é feito pelo Nicolas Cage.

“Não posso ver através das paredes, mas posso quebrar a sua cara.”


A Hit Girl promete ser a melhor personagem do universo. É uma garotinha de 12 anos que chuta mais bundas do que todos os garotos juntos e porta uma katana (ou seja, ela corta as pessoas também.). A atriz é a Chloe Moretz, que fez 500 dias com ela, Terror em Amytiville e vai ser a Abby no remake de Deixa ela entrar.

“Eu não posso voar, mas posso quebrar a sua cara


O Kick Ass é o protagonista, mas ele apanha para caramba também. O ator que o faz é o Aaron Johnson, que fez Angus,Thongs and Perfect Snogging.

Além desses, o vilão é feito pelo Mark Strong, que faz todos os vilões do universo. É um filme que vale a pena esperar!

Trailers:



O primeiro que saiu, o Teaser:




O Segundo, “proibido para menores” porque mostra xingamentos e pessoas sangrando/sendo cortadas (eu avisei, viu!):













E o terceiro, que foi o último que saiu:

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Muito Épico: Sharpe’s Rifle.

A minha amiga Vals, que ficou de ajudar a gente aqui também, ganhou um box superlegal quando a sua irmã foi para a Inglaterra. Nessa ocasião, eu estava na Inglaterra também e OBVIAMENTE insisti para que o presente fosse dado para que eu pudesse aproveitar também (hehe, sou espertinha, olha só). O presente foi esse aqui:

Aham, exatamente. Um box com 15 dvds contendo os filmes do Sharpe lançados até 2008. Nesse box lindo e maravilhoso tem todos os filmes do Sharpe menos o que foi lançado em 2008! Se você não entendeu nada, acalme-se que eu já vou explicar.


Richard Sharpe é um personagem criado pelo grande autor Bernard Cornwell ainda em 81. Sharpe é um oficial do exército inglês no final do século 18 e início do século 19 e os livros o acompanham desde a sua primeira aventura (O Tigre de Sharpe, Cerco à Seringapatam, 1799) indefinidamente, passando por diversas batalhas importantes na história da Inglaterra e lutando nas guerras napoleônicas. As batalhas são todas reais e alguns personagens presentes também, então além de se divertir com uma história épica, você também aprende muito sobre história e sobre o funcionamento das coisas na época. O Cornwell sempre pesquisa antes de escrever um livro e é isso que eu adoro nele.

Voltando aos dvds, a Vals está me emprestando gradativamente os filmes e até agora só vi Sharpe’s Rifles, referente ao livro Os Fuzileiros de Sharpe (Espanha, Invasão francesa à Galicia, 1809).
O filme, assim como os livros, é super empolgante e envolvente, daqueles que você não quer desgrudar os olhos. Começa com Sharpe salvando o Coronel Wellesley e sendo promovido a tenente… Só que, naquela época, normalmente gentlemen eram oficiais, sendo raro um soldado ordinário chegar a esse posto. Sharpe é indicado para uma missão e seus homens não o levam a sério… A partir daí, Sharpe tem que lutar (às vezes literalmente!) para ganhar o respeito de seus subordinados enquanto corre para cumprir a missão que lhe foi designada.

No meio do caminho, ele se junta a um grupo de “aliados” para proteção – de quem é uma questão pertinente – e conhece Teresa, a líder do grupo de escolta dos espanhóis. Teresa é uma mulher que renegou tudo em busca de vingança, pois teve sua família violada e massacrada pelos franceses. Apesar disso, ela cai de amores pelo Sharpe.

“Teresa: Se você fosse francês, eu usaria minha faca e você me diria tudo o que quero saber
Sharpe: Mas nós somos aliados.
Teresa: Aliados? Aliados escondem segredos um do outro?
Sharpe: Amantes escondem segredos um do outro, mas ainda assim fazem amor.
Logo no primeiro encontro, Sharpe?? Que coisa feia! O que a mulher vai achar de você?
.
Esse é o próximo dvd que devo ver amanhã! É tão lindo e empolgante. Amo a Teresa.

Aliás, vocês estão achando o ator que faz o Sharpe familiar? É porque ele é o Sean Bean. Isso mesmo. Ele fez o Boromir, o Ulisses e será o Zeus em Percy Jackson, dentre outros.

Se você se interessou ou quer saber mais sobre os filmes ou como adquirí-los, visitem o site Bernard Cornwell Brasil. É o fã-site brasileiro dedicado ao BC e eles estão fazendo um trabalho de legendar os filmes do Sharpe.

Vídeo dos filmes do Sharpe com a música tema da série

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Sherlock Holmes, eu te amo!


Ontem eu vi Sherlock Holmes, e bom, eu achei… foda.
Para quem não sabe, nosso detetive preferido sofria de DDA, apesar de ser tão observador 😛

Antigamente, os filmes de Sherlock Holmes eram todos parecidos: O inglês super-inteligente com sua boina de caçador, cachimbo curvo e seu amigo que parece mais um empregado, o Watson. Claro, Holmes nunca foi descrito assim nos livros. Os filmes antigos não mencionam que o cara era cheio de defeitos, era inquieto e praticante de boxe, esgrima e singlestick.

Você é um saco!

Aí o Guy Ritchie lança o novo filme do Sherlock Holmes, diferente de todos aqueles clichês velhos e irritantes.

No começo, aparece Holmes e Watson prendendo o Lord Blackwood, por ter matado 5 meninas num ritual de magia negra. Seria a última aventura dos dois, por causa do casamento do Watson. Blackwood é enforcado, mas outros problemas aparecem. Aparentemente, o Lord ressucitou, mas é claro que Holmes não acredita nessa besteira. Então vão os dois (Watson meio a contragosto) resolver o mistério.

Eu amei o ritmo ágil, as perseguições, as manias de Holmes, as reclamações do seu BFF Dr. Watson e a Adler, que é encantadora e divertida (Na obra de Conan Doyle, ela aparece em um O Escândalo Da Boêmia).
Não é aquela coisa “eu… estou… resolvendo… o… mistério… *dorme*” é mais para “Eu estou resolvendo o mistério, enquanto vasculho a cena do crime e os lugares para onde ela me leva e fujo dos criminosos ao mesmo tempo!”

Você é foda!

O filme mostra um detetive boêmio, orgulhoso e muito esperto, diferente do velho senhor classudo e arrogante que habitava nossa imaginação. E um Watson bonito (isso é importante!), sagaz e inteligente, que não é o gordinho que só faz gordices que pensávamos que ele era!

Watson que não faz gordice.

Vocês ainda podem reclamar do roteiro, que estava meio óbvio. Mas é claro que não é a mesma coisa de pegar a obra do Conan Doyle e ir juntando as peças!
É uma adaptação, e na minha opinião o Guy Ritchie teve mão hábil ao pegar a essência verdadeira do detetive e transformar numa aventura emocionante e dinâmica.

Ah, e DDA? Isso pra mim é coisa de meio-sangue!
Aposto que o Holmes era filho de Zeus e o Watson era filho de Atena! (Se não entendeu, deixe de ser fanfarrão e vá ler Percy Jackson.)

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Nem um pouco épico de fato: Ele não está tão afim de você.

Eu vi esse filme no cinema como alternativa a um filme que queríamos ver mas tinhamos perdido. Ou foi num daqueles tempos em que não tem nenhum filme bom passando e você vê o menos pior? Não consigo me lembrar. De qualquer forma, ontem minha querida amiga me liga dizendo “você vai passar na locadora e alugar Ele não está tão a fim de você.” Minha reação foi: “O QUÊ? Não vou alugar essa merda! A gente já viu! E hoje é aniversário do David Bowie e do Elvis! A gente devia ver um filme com o Bowie ou algo mais legal do que isso!”. A minha amiga, por sua vez, disse que tinha bolo com calda de chocolate e que era para eu alugar o filme e ser boazinha.
Então aluguei o filme.

De qualquer forma, nós o revimos. A minha segunda impressão foi beeem diferente da primeira. Não sei se é por causa do meu humor, mas da primeira vez eu gostei do filme, achei ele até legalzinho. Dessa vez, eu o achei insuportável, tirando por algumas partes. O filme é baseado num livro de auto-ajuda (Auto ajuda, HELLO?) e conta várias histórias que são interligadas porque as pessoas se conhecem. A história que mais me irrita é a que envolve a Jennifer Aniston e o Ben Affleck. A que menos me irrita é a da tal Gigi e do menino do bar. Mas vamos por por partes, como Jack diria.

O filme realmente retrata várias facetas dos relacionamentos e de homens e mulheres em geral, mas a maioria das pessoas envolvidas não são nada parecidas comigo. No máximo, a personagem da Drew Barrimore que fica irritada porque “existem 7 formas diferentes de levar um fora” com toda essa tecnologia. Fora ela, nenhum outro personagem feminino se encaixa na minha vida ou na minha personalidade. O desenvolvimento do filme é interessante, mas não há nenhuma “liga”, nada que te deixe realmente empolgado para descobrir o que vai acontecer no final. Todos os relacionamentos têm um desfecho óbvio e, embora o nome do filme, no final nós acabamos descobrindo que tudo dá certo! Os que agem mau se dão mal no final e os que agem de forma equivocada acabam se dando bem como toda comédia romântica do universo. Ou seja: apesar de no início não parecer ser um comédia romântica clichê, acaba se revelando uma. E nem uma boa!

Como eu disse, a história que mais me irrita é a que envolve a Jennifer Aniston. Ela mora com o seu “namorado” a 7 anos e o fica pressionando para casar com ela, numa cerimonia e tudo, mesmo ele dizendo que não acredita em casamento. Ele diz que a ama e não sente vontade de pagar 37 dólares para ter uma certidão que ateste isso. Apesar disso, ela o pressiona e eles acabam terminando. No final, obviamente, ela vê que ele é bem melhor do que o marido de muitas mulheres. O que me irrita é essa fixação que algumas mulheres têm por querer “se casar”, se atendo a essas convenções sociais (porque é uma convenção social sim!) de ter festa, registrar e tudo o mais ao invés de ver o valor do que têm.  Muita gente não se casa e fica junto pelo resto da vida. Qual a diferença que isso faz, de verdade? Eu acho que é muita insegurança da parte dela, no filme, insistir assim por uma coisa que não tem importância.

Enfim,  olha o que o Maximus faria com esse filme:

Mas é claro que se você gosta, não tem problema nenhum. É uma boa passagem de tempo.

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