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Hasta la vista, baby. – Porque eu amo Exterminador Do Futuro.


Resolvi escrever esta resenha porque há mais ou menos uma semana eu vi Avatar, um filme que me fez gostar ainda mais do James Cameron.

Quer dizer, não que ele seja meu diretor favorito. Esse posto está reservado unicamente para o Steven Spielberg, apesar de ele ter feito uma pá de filme ruim.

O James Cameron é um cara bastante egocêntrico. (Ele foi eleito o mais convencido de Hollywood. Isso é muita coisa) Ele gosta de coisas grandiosas, vide Avatar e Titanic.
Mas meus dois filmes preferidos, entre todos que ele fez, continuam sendo Exterminador do Futuro 1 e 2. O Cameron não filmou o 3, e é uma merda que todo mundo odeia.

A história é a seguinte: No futuro, o mundo é dominado pela Skynet, um super-software de computador. No começo, a Skynet era só um projeto da Cyberdyne Systems para ser controlar os armamentos dos Estados Unidos e evitar erros humanos.
Porém a máquina ganha consciência própria em 1997 e chega a uma conclusão: A humanidade deve ser exterminada.
Como tem o controle de todo o arsenal dos E.U.A, ela lança um míssel na Rússia.
A Rússia responde lançando outro míssel.
Os governos entram em colapso e chegam à anarquia total.
Nisso, TRÊS BILHÕES de humanos morrem em, hmmm, meia hora.

Os sobreviventes formam uma Resistência, liderados por John Connor. Aí entra a história do primeiro filme. Para matar o líder, eles mandam um Terminator, um robô com esqueleto de metal revestido com tecidos humanos, para matar Sarah Connor, a mãe de John.
E John manda Kyle Reese para protegê-la.
Mas aí Kyle Reese se apaixona por Sarah, e bom, eles dormem juntos.
E Sarah engravida. E o filho dela é John.
Não é demais? Tipo, é um paradoxo. Se John não mandasse Kyle pro passado, não teria nascido. Mas Kyle só nasceu muito depois que John. Ou seja, ele é mais velho que o próprio pai!
No final Kyle e Sarah exterminam o Exterminador (?) e o futuro continua como deve ser.
Outra coisa interessante é ver a transformação de Sarah, uma garçonete meio atrapalhada, numa doida de pedra verdadeira soldado.

Porém, o filme 1 é só uma introdução. O clímax acontece no 2, quando o John já tem 10 anos e é uma criança problemática que vive com pais adotivos porque a Sarah está num hospício por tentar explodir uma fábrica de computadores.

MASTER SPOILERS a seguir:
Ao ver que seu plano inicial falhou, a Skynet manda mais um Terminator, dessa vez mais avançado. Ele não é feito de um esqueleto metálico, que nem o Arnold Schwarzennegger do primeiro filme. Ele é feito de metal líquido, e pode assumir a forma que quiser. E esse Terminator é mil vezes mais difícil de destruir, pior do que aquela barata da sua casa que fica fugindo e nem Baygon consegue matar

Eu sou mau e pareço o Surfista Prateado! Mwhauahuha.


Só que John Connor é esperto. Ele re-programa um Terminator que também é o Arnold Schwarzennegger para proteger a si mesmo e sua mãe. Como ele é um dos meus personagens favoritos de todos os tempos, vou chamá-lo de Homem De Lata, que é um nome muito mais legal que Cyberdyne Systems Model 101.
Seguem-se daí várias cenas de perseguições e fugas.

O Cara do Mércurio Cromo mata os pais adotivos do John e mais monte de gente. Durante esse tempo, o Terminator aprende a ser mais humano. Tem até uma cena super-fofa que ele pergunta pro John: – Por que vocês choram?

Aí ele explica que é quando dói, mas dói por dentro. O Homem de Lata faz uma cara de “WTF?” e eles continuam a fuga.
Mais tarde a Sarah tenta matar o tio que está desenvolvendo a Skynet. Ela fala que ele é responsável por três bilhões de mortes, e bom, isso o convence.

Então todos eles tentam destruir o chip, claro que escondido dos outros pesquisadores.

No final eles conseguem destruir o Mércurio Cromo e o chip. Só que ainda falta um Terminator. O Homem de Lata!

Ele diz que tem que ser morto para os Exterminadores não existirem. Aí o John e a Sarah ficam tipo “Nãããoo, Homem de Lata!” E então o T-101 diz: – Agora sei porque vocês choram. Mas isso é algo que eu nunca poderei fazer.

E ele se joga no ácido fundido.

Eu chorei litros nessa parte.
Quer dizer, internamente.
Eu fiquei mais triste do que quando assisti P.S Eu te Amo.
Sério.
Mas o filme é muito, muito bom.

Ficção científica de qualidade 😛
É nesses filmes que a gente vê a genialidade do James Cameron.

Grandes líderes, nunca confiem seu todo arsenal num software auto-suficiente.

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Arquivado em Filme, futuro apocalíptico, James Cameron, resenha, terminator