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Vamos todos falir em Março, mas vamos falir felizes =D

Era uma vez uma menina que comprava livros. Ela comprava muitos livros. E, além disso, ela leia blogs que diziam “compre mais livros!” ao resenhar livros lindos e maravilhosos.
E assim, ela chegou no mês de março, comprou todo o seu salário do ano em livros e morreu de fome.
FIM!

Esse talvez seja o seu futuro, principalmente se você não tem auto-controle. Depois de ver os lançamentos de Março de algumas editoras, eu pensei “OMFG, vou ter que começar a vender meus órgãos internos para comprar livros.”

Preparados? Vamos lá para a singela lista. Alguns não são do meu interesse, mas como eu sei que tem gosto para tudo, vou adicionar aqui. Conforme for achando mais títulos, faço mais posts ;D

Lançamentos normais/inícios de séries:

Ela foi até o fim, de Meg Cabot: Da Galera
Lou Calabrese é uma roteirista de sucesso – já escreveu vários roteiros de ação que renderam milhões de bilheteria e até ganhou um Oscar! O problema é que seu namorado, o grande astro do filme, resolveu deixá-la pela estrela principal! E agora Lou terá que provar que conseguirá passar por tudo para esquecê-lo e, no caminho, talvez até encontre o verdadeiro amor.
Leia o Primeiro capítulo!

Feios#1, de Scott Westerfeld: Da Galera

Em uma sociedade futurística, todos os adolescentes esperam ansiosos o aniversário de 16 anos, pois então serão submetidos a uma inacreditável cirurgia plástica, que corrigirá todas as suas imperfeições físicas, transformando-os em perfeitos. Tally, porém, acaba se envolvendo em uma conspiração e descobrirá que, por trás de tanta perfeição, se esconde um terrível segredo.
Leia o primeiro capítulo

Kiki de Montparnasse (Graphic Novel), de Catel & Bocquet: Da Galera.
Na Paris boêmia dos anos 1920, Alice Prin tornou-se Kiki de Montparnasse, uma das primeiras mulheres emancipadas daquele século. Companheira de Man Ray e musa de tantos outros como Kisling, Fujita, Picasso e Modigliani, foi eternizada em quadros, fotos e manifestos. A vida como modelo e cantora, as noites nos cabarés, o relacionamento com Man Ray, a amizade com Fujita, a biografia censurada (com prefácio de Ernest Hemingway)… Tudo ganha vida nesta graphic novel biográfica.

Imortal – Histórias de Amor Eterno : Da Editora Planeta.

Coletânea reunida pela Pc Cast, de House of the Night. Ela não importa, o que importa é que tem um conto da Richelle Mead e outro da Rachel Caine (de Mortal Instruments)! Além disso, tem a tal Claudia Gray, da série Evermore.

Continuação de Séries:


Indomada, de P.C. Cast e Kristin Cast (4º livro da série House of the Night)
: Da Novo Século.

“A vida é uma droga quando seus amigos estão chateados com você. Basta perguntar a Zoey Redbird – ela se tornou uma perita no assunto. Em uma semana ela passou de três namorados a nenhum, e de ter um grupo íntimo de amigos que confiavam nela e a apoiavam, para ser uma rejeitada. Falando de amigos, só sobraram dois. Neferet declarou guerra aos seres humanos, Zoey sente em seu coração que está errado. Mas será que alguém a escutará? As aventuras de Zoey na escola de aperfeiçoamento de vampiros da uma reviravolta selvagem e perigosa, lealdades são testadas, enquanto chocantes e verdadeiras intenções vem a luz, e um mal antigo é despertado no quarto volume fascinante da série Casa da Noite.”

Frostbite, de Richelle Mead (nome ainda sendo decidido no Vampire Academy Brasil): Continuação de “O Beijo das Sombras”, pela Nova Fronteira.

Rose ama Dimitri, Dimitri poderia amar Tasha, e Mason morreria para ter Rosa…
É férias de inverno em St. Vladimir, mas Rosa está se sentindo qualquer coisa menos festiva. Um ataque de Strigois volumoso deixa a escola em alerta vermelho, e agora a Academia está fervilhando de Guardiães – inclusive a mãe de Rose, Janine Hathaway. E como se combater com sua mãe não fosse ruim o suficiente, Rose desconfia que Dimitri está de olho em outra pessoa, Mason gruda nela e Rose continua presa na cabeça da Lissa enquanto ela fica com seu namorado, Christian! O Strigoi estão aproximando-se, e a Academia não está tomando quaisquer providências….Este ano, a viagem de esqui anual da St. Vlad é obrigatória. Mas a reluzente paisagem de inverno em uma Idaho elegante só cria a ilusão de segurança. Quando três amigos vão embora em um movimento de ofensiva contra os mortais Strigoi, Rose deve juntar forças com Christian e salvá-los. Mas heroísmo raramente vem sem um preço…

A fúria, de L. J. Smith (Diários do Vampiro#3): da Galera.
Após os inacreditáveis acontecimentos em Fell’s Church, Elena está prestes a iniciar uma nova vida. Porém, seu antigo amor foi esquecido, e agora Damon e Stefan terão que lutar mais uma vez para conquistar sua amada.
Leia o primeiro capítulo!

39 Clues – Uma Nota falsa, de Gordon Korman: Da Ática
 Depois de quase morrerem em Paris, os irmãos Amy e DanCahill finalmente conseguem a primeira das 39 pistas e agora partem para a cidade onde viveu um dos maiores compositores de todos os tempos: Viena, a terra de Mozart! Os irmãos também vão passar por Salzburgo, uma cidade linda e calma, conhecida por seu renome musical, sua arquitetura barroca e belas paisagens.

Esse já lançou, mas você vai querer de qualquer forma:
Opúsculo – THE HARVARD LAMPOON: Da Novo Século.

Opúsculo é uma hilariante paródia do Crepúsculo, de Stephenie Meyer, e conta a história de amor de Belle Goose e o misterioso e brilhante Edwart Mullen, Belle é uma garota pálida e desajeitada que chega a cidade de Switchblade, Oregon, buscando aventura, ou pelo menos um colega de classe imortal. Após testemunhar uma série de eventos estranhos – Edwart deixa suas batatas fritas intocadas no almoço! Edwart a salva de uma bola de neve voadora! – Belle tem uma dramática revelação: Edwart, um geek com interesse zero em garotas, é na verdade um vampiro, pelo qual ela está completamente apaixonada. Surge então o dilema: como ela poderia convencê-lo a mordê-la e assim transformá-la em sua noiva eterna, já que ele parece achar todas as garotas tão repulsivas? Cheio de romance, perigo, insuficiente proteção paternal, arrepiante comportamento de caçador compulsivo e com um baile de formatura de vampiro, Opúsculo é um conto tumultuado sobre uma garota obcecada por vampiros, que busca o amor em todos os lugares errados.

Fontes:
Publish News
Vampire Academy Brasil
Novo Século
Sobre Livros
39 Clues Brasil

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Para sempre- eu vou me lembrar de que devo ficar longe de qualquer livro…

Pela primeira vez postando, apesar do convite da Bell eu acabei demorando para iniciar a minha participação nem um pouco épica e temo que a demora para postar vá se repetir, essa tal de vida e responsabilidade acaba comigo e com meu tempo livre. Enfim… vamos falar do que não interessa e o tema que me trás aqui hoje é um livro que, na minha humilde opinião, não serve nem pra limpar a bunda. Certo, certo sei que fui um tanto grosseira e radical, ou pode ser que eu tenha esperado demais (ou esperado alguma coisa na verdade), ou saturno estava numa posição ruim quando eu li o livro em questão, masssss eu totalmente D E T E S T E I! /prontofalei

Quando eu recebi um pacote de brinde e vi que era um livro fiquei tão feliz que não parei pra pensar que livro poderia ser, afinal ganhar livro é super maravilhoso, e então quando eu abri o pacote me deparo com ele…

Pois é foi um choque porque uma amiga da qual eu sempre converso sobre livro (Pandora ;*) estava me falando sobre ele e não foi nenhuma menção honrosa. Eu me abstive de ler a sinopse, sério se você ler a sinopse você não vai ler o livro, e mandei bala na leitura.
É um livro bem curtinho e dá pra ler em um dia, não que eu tenha conseguido tal proeza. Ignorando o preconceito eu corajosamente comecei a leitura motivada de que nada é tão ruim que não se possa piorar, como eu estava errada T.T . O inicio até dá pra aturar só que mais pra frente você pensa PU***UE**RIU e começa uma reação em cadeia à fatos que fazem você não apenas detestar o livro mais também os personagens que fazem parte dele.
Não sei vocês mais eu leio muita coisa e nem tudo é bom só que você valoriza o trabalho do autor por ter tido aquela idéia e por ter conseguido escrever, só quem tentou escrever sabe o quão difícil é >.<, só que neste livro a sensação que você tem é que está lendo uma mistura de todos os livros que estão bombando no mercado. Sério pensem bem, uma garota que perde os pais ( oiee esse clichê até perdoamos porque todo mundo usa), daí graças a isso ela recebe poderes sobrenaturais tentem adivinhar qual é… Não você errou! Ela não lança fogo, ou voa, ou cospe ácido, ou consegue se transmutar, nada legal assim, ela apenas consegue ler as mentes das pessoas e se na saga vampiros do sul (helloww gentem true blood) a Sookie não consegue um relacionamento a nossa amiga aqui passa pelo mesmo problema. Só que além disso ela tem um fantasma que ta sempre com ela quer dizer no quarto dela (A mediadora mandou lembrança nessa parte) e tem uma amiga gótica ( alguém leu vampire kisses?) e um melhor amigo gay que acha um gateeeeeeeeeeenho (desculpem não resisti a piadinha infame :/) o cara que ela vem a se apaixonar (melhor amigo gay? Hum… me lembra algum livro, ah sim claro Marcada da série house of night). Tá, tudo bem, vamos continuar então um cara misterioso e lindo de morrer chega na cidade dela com um carrão e roupas caríssimas (Por que será que o Edward não sai da minha cabeça?) e ele se aproxima dela e daqui começa o spoiler se você tem a intenção de matar seus neurônios lendo o livro não continue porque eu vou estragar a mais leve sensação de prazer que você teria lendo o livro ao descobrir o final do livro continuando… mais pra frente descobrimos que ela é idêntica à pessoa que ele amava no passado e começa uma mistura muito louca entre o protagonista ser Damon e Stefan (Vampire Diaries), sério. E isso não é elogio… Ele quando encontra a mulher que é a protagonista se torna bom e amável e quando ela morre, porque a amante louca dele mata ela em cada encarnação, ele se torna um playboy que cai em todos os pecados mortais e tal. Só que ela dá várias dicas que ele é um vampiro no decorrer do livro, pistas demais na verdade… Ele até bebe um liquido vermelho, e eis que temos o mistério reveleado e ele não é vampiro e sim um imortal que bebe um liquido da imortalidade “vermelho”, levando teorias da alquimia aqui e parece muito os alquimistas de vampire academy. Por fim o livro acaba e ela se torna imortal através de uma escolha, quer viver pra sempre basta escolher, muito tosco sabe… E o fato dela apanhar da mulherzinha me lembra muito a Bela e se eu não tinha paciência pra Bela imagina pra essa guria aqui.
Ahhhhhhhhhhhhhhhh eu quase ia esquecendo uma coisa, alguém leu a série da mediadora? Lembram do nada que a Suze e o Paul iam?Aquele lugar que nao é céu e também não é terra?Então eles tem um lugar desse aqui, está em perigo? Basta ir pra lá.
Minha opinião… Eu sei que escritores também tem que sobreviver e esse livro tem um apelo que vende… Mas pelo amor de Deus me mata nê?! Pegar o que cada uma das sagas de sucesso tem e tacar num livro além de virar uma sopa sem nexo o livro não tem sentido e não transmite nadinha. Os personagens não tem conteúdo e por isso desaparecem e/ou perdem o sentido em qualquer momento. Não dava muito pelo livro mais me decepcionou além do esperado porque dá pra perceber que é um livro meramente comercial.
Sei que tem gente que gosta e gosto é que nem bunda… Então respeite a minha bunda quer dizer opinião!
Por fim estou encerrando a minha primeira participação wee!!! Espero ver vocês muito em breve. Na verdade estou já preparando mais uma participação com uma série que eu amo de paixão! <3~>

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Muito épico: Neverwhere – de Neil Gaiman

Mais uma vez, o Neil Gaiman me surpreendeu. Tá, eu não devia mais ficar surpresa em ler livros bons do Gaiman, porque TODOS são bons, mas não esperava muito de Neverwhere (ou Lugar nenhum, como traduziram na edição brasileira). Muitas pessoas comentam que é o mais fraco dele e eu esperava algo menor do que o comum.

Foi uma surpresa agradável. Neverwhere começa com Richard Mayhew, um jovem escocês que mora em Londres em uma vidinha que pode ser classificada como medíocre. Richard tem sua vida virada de cabeça para baixo quando encontra uma jovem ferida na calçada e, contra o protesto de sua noiva, decide levá-la para casa para cuidar de seus ferimentos. O que ele não sabe é que ela é a Lady Door e está sendo perseguida por dois brutamontes que querem matá-la. De boa vontade, procura ajuda para ela. Ele sequer espera que no dia seguinte ninguém perceba que ele existe. Ninguém. É como se ele nunca tivesse trabalhado onde trabalhava, nunca tivesse namorado a sua noiva, nem sequer fosse visível. Ele parte em busca de alguém que consiga vê-lo e então descobre todo um mundo novo: A Londres Abaixo, uma Londres que existe sob Londres e que reúne todos os tipos excluídos da sociedade, inclusive partes antigas da cidade e monstros. Richard parte com Lady Door, Marques de Carabás e Hunter numa jornada para tentar descobrir quem matou toda a família de Door e porque ainda querem matá-la.

Neil Gaiman nos transporta para um mundo surreal em sua Londres Abaixo, nos deixando estupefatos e maravilhados com suas idéias mirabolantes. Ele brinca com os bairros e estações de metrô da cidade como um menino brinca com seus soldadinhos, os transformando no que quer – de condes à anjos. Sabe todas aquelas lendas urbanas das quais você ouviu falar a acha que são mentira? Então, todas elas existem no mundo Abaixo. É um mundo multicolorido e multiracial que se reúne uma vez por semana em um Mercado Flutuante, onde se troca tudo – menos desavenças. Além da Londres Abaixo, os personagens criados por Gaiman possuem uma autenticidade tão grande que é difícil você não se afeiçoar a eles depois de algum tempo. Nenhum deles é perfeito, são só pessoas que estão tentando viver como podem.

A narração é divertidíssima, mas alguns pontos não ficaram muito claros. Alguns também ficaram meio forçados, principalmente uma parte que envolve uma certa Besta, Hunter e Richard Mayhew. Apesar disso, o livro é muito bom de ler, principalmente com as sutilezas que Gaiman sempre usa. Uma das minhas partes favoritas é no início, quando ele diz que (em inglês mesmo, porque nem de longe consigo ser tão boa com as palavras quanto o Gaiman):

“Richard had noticed that events were cowards: they didn’t occur singly, but instead they would run in packs and leap out at him all at once.”

ou:

“Richard felt oddly proud. He had proved himself in the ordeal. He was One Of Them. He would Go, and he would Bring Back Food.”

Eu ri demais em algumas passagens, mas não é o livro mais divertido do Gaiman. Achei ele um pouco inferior aos outros que eu li dele, mas não tanto. Acho que é porque Neverwhere foi inicialmente um roteiro que o autor fez para uma série da BBC. Como a série ficou uma bosta (na opinião dele e de todo mundo), ele decidiu escrever um livro para reparar o que tinha sido feito. Acho que por isso algumas partes ficaram estranhas, mas ainda assim vale muito a pena ler.

Lady Door, na série Neverwhere.

Atualmente, a Graphic Novel (porque hoje eu estou chique) de Neverwhere é lançada na Revista Vertigo da Panini e conta a história com uma fidelidade assombrosa, tirando pelo visual. Para começar, a Door parece uma prostituta e Richard é musculoso demais para mim. Isso tudo é do desenho – se eu fosse fazer, escolheria outro desenhista. De qualquer forma, acho que vale muito mais ler o livro.

Neverwhere, a HQ. Observem como ficou estranho =O

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Épico demais: O Condenado, de Bernard Cornwell

Aproveitando que a internet bipolar daqui tá funcionando, vamos lá… Eu li esse livro no final de Janeiro, mas só fiz a resenha agora. Próximo post será só-deus-sabe-quando. Torçam para a internet funcionar!

Bernard Cornwell nos mostra que é capaz de escrever um romance policial com O Condenado – e que o faz com maestria.

Rider Sandman é um ex-soldado que participou da batalha de Waterloo e que hoje está com o nome manchado por causa de dívidas de seu pai. Tem princípios bem claros e um certo temperamento, mas é corretíssimo e dedicado em tudo o que faz. Ele se vê em uma situação difícil quando é convidado pelo Ministro do Interior para fazer uma investigação sobre o assassinato de uma duquesa – mas só “pro-forma”, para poder mostrar que pelo menos tentaram. Mas, por ser correto, Sandman começa a investigar e descobre que há muito mais por trás dessa histórias do que aparenta. A sua única certeza é da inocência do rapaz que foi preso. Mas ele será enforcado em uma semana e se não descobrirem o culpado até lá, mais um inocente terá sido morto em Newgate.

O livro é de uma narrativa rápida e fluida, seguindo Sandman pelos mais diversos lugares da Inglaterra pós-revolução francesa. Não é a primeira vez que Cornwell escreve nessa época, porque os livros do Sharpe são conteporâneos em período, mas a forma que ele aborda é completamente diferente. Para quem está acostumado ao Cornwell batalhas-exército-sobrevivencia, é uma surpresa ver como ele consegue construir muito bem um mistério policial. Há sim o elemento do exército, uma vez que Sandman e um dos companheiros de investigação dele são ex-soldados, mas isso só contribui para dar dinamismo às cenas de ação e torná-los mais espertos e escorregadios.
Outro aspecto interessante do livro é que, como todos os outros do Cornwell, você aprende bastante. Eu particularmente não sabia os detalhes sobre os enforcamentos por crimes e nem imaginava que eram todo o espetáculo que é descrito no livro. Talvez por isso, não sabia que havia tanta negligência na época quanto ao julgamento e tanto jogo de interesse. É interessante também observar alguns comportamentos e a óbvia e descarada corrupção que imperava no sistema de punição da Inglaterra da época.

Ah, e é extremamente nojento a parte dos rins condimentados. Depois de ver alguém sendo enforcado, eu tenho certeza que a última coisa que eu gostaria de comer seriam rins condimentados.

Enfim, o livro é uma aula e uma diversão, ao mesmo tempo. Vale muito, muito a pena, principalmente se você gosta de romances históricos de mistério.

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Meio Épico: Hush Hush

Hush Hush foi-me emprestado pela Larissa do Read My Mind e eu o li rapidinho, porque o livro é um daqueles que você não quer desgrudar… Mas antes, vamos à uma pequena fábula.

Nos idos de 2003, eu, Bell, conheci um mangá chamado Angel Sanctuary e desde então Anjos têm sido uma coisa fabulosa para mim, mas não no sentido tradicional. Qualquer pessoa familiar com o título da Kaori Yuki sabe que os anjos retratados por ela têm falhas como qualquer humano e dividem-se em extremamente fdps e levemente fdps. Assim como é retratado em Supernatural, anjos possuem parâmetros completamente diferente de moral e bons costumes (por motivos óbvios). De qualquer forma, qualquer coisa que retrate anjos de forma não tradicional me apetece e Hush Hush caiu nessa descrição como uma luva.

Nora Grey é uma garota comum, com notas acima da média, que vive sua vidinha em paz até que um dia o mapeamento da sua sala é modificado – e ela vê sua rotina ser virada às avessas ao se sentar do lado do misterioso Patch. Logo na primeira conversa, Patch é irônico, sarcástico e estranhamente doce, provocando em Nora sensações que ela nunca imaginou que sentiria (ou que nunca se sentiu segura sentindo). Quem era aquele garoto estranho que parecia saber tudo sobre ela? O que ele queria? Estaria mesmo ele a seguindo? E por que ninguém parecia saber nada sobre ele?

Girando em torno desse mistérios, acompanhamos Nora em sua tentativa (frustrada) de resistir ao fofíssimo Patch enquanto cada vez mais sua vida é ameaçada por estranhos acidentes. Nora é uma personagem um tanto abalada pelo falecimento recente do pai, mas é firme e decidida, daquelas que não esperam uma permissão para fazer as coisas. Ela é vulnerável e sabe disso, mas essa é a coisa que ela mais odeia nela mesma. Patch também é um personagem principal e tanto e apesar de alguns defeitos (ele é meio superprotetor às vezes, mas nada “Edward”), é um par perfeito para Nora.

O livro flui rápido e o mistério te impulsona para os capítulos seguintes. A autora consegue construir uma trama muito bem feita e sem falhas de explicação, culminando num desfecho completamente surpreendente, daqueles de deixar boqueaberto. Hush Hush é o primeiro livro de uma série, na qual o segundo livro, Crescendo, ainda nem foi lançado. Na minha singela opinião, o livro é muito bom como um volume único, terminando num ponto ideal e sem precisar de nenhuma continuação. Óbvio que a premissa de mundo (com anjos e anjos caídos) é muito interessante, mas para mim acho que a história de Nora e Patch já terminou. Espero que Crescendo seja outra história, com outros personagens, no mesmo mundo, como vários autores já fizeram.

Hush Hush é um bom passatempo e uma boa diversão. Será lançado no Brasil pela Intrinseca, mas sem previsão para lançamentos. A autora é a Becca Fitzpatrick e tem até trailer do livro. Tipo, oi? (Observação final: TODA  vez que vejo “Hush Hush” lembro daquela música das Pussycat Dolls. O que fazer!!?)

Não se deixem enganar pelo trailer, porque ele faz parecer Crepusculesco demais. Em nenhum momento o fato de Patch não ser necessariamente humano atrapalha a vida dos dois, principalmente porque ela nem sabe disso. Provavelmente numa das continuações que vão estragar o primeiro livro isso venha a acontecer, mas em Hush Hush, não. O único problema deles é que o Patch emana perigo e, bem, ele É perigoso. Mas perigoso como em se apaixonar por um delinquente juvenil.

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Clash Of The Titans: Hercule Poirot vs. Sherlock Holmes

Mas ele não é careca, porra!

Ok. Antes que você pense “Como a Cherry_B é hipócrita!”, quero esclarecer para quem leu o meu revolts sobre Percy Jackson, que eu odeio comparações sem fundamento. Colocar tudo no mesmo saco, dizendo que não sei o quê e o novo não sei o quê.
Isso não é uma comparação sem fundamento, eu não vou dizer “AFF! Agatha Christie noob, copiou o Conan Doyle!”, é só que eu estou lendo Assassinato No Expresso Oriente e fiquei pensando: “E se o Poirot encontrasse com o Holmes?”
Então, no maior estilo Mundo Estranho, resolvi fazer um Duelo entre os dois, respeitando as diferenças e os pontos fortes.

“Você pensa que é muito inteligente, monsieur Holmes, mas não passa de um simples cão de caça na forma de detetive.”

“Desculpe-me a indelicadeza, Mr. Poirot, mas creio que um indivíduo tão pequeno tenha problemas de auto-estima.

Seriedade e persuasão: Os dois detetives podem honrar o Guia Do Mochileiro Das Galáxias nunca entrando em pânico, mas Poirot leva o prêmio com seus nervos de aço.
Holmes pode ser perspicaz, mas é muito volátil. Tem um hiperfoco danado, mas quando não quer fazer uma coisa, não faz.
Poirot é o tipo de sujeito engomadinho: Todo arrumado e penteado. (Não me pergunte como, já que ele é careca)
E deve ter um Q.E muito alto, já que consegue convencer e arrancar informações até de um carcereiro.

And the winner is… Hercule Poirot!

“Já tinha previsto…”

Mulheres que já pegou: Monsier Poirot que me desculpe, mas eu não me sentiria atraída por um cara com cabeça de ovo e bigodinho. Dizem que Hercule só teve um amor, que eu não sei quem é, mas deve ter na wikipédia. Seu oponente, por outro lado, é um ladies man. Em suas aventuras, conta-se o envolvimento com mais de 14 mulheres. Adler, a mau-caráter, foi a mais importante de todas.
Holmes era descrito como um homem charmoso, alto, magro e com queixo quadrado. Tirando a parte do queixo, eu pegava.

And the winner is… Sherlock Holmes!

Apesar de todas as suas aventuras, sabemos quem é o amor da vida de Holmes. -q

Conhecimentos gerais: Holmes é preguiçoso. Ao mesmo tempo que é fluente em várias línguas e bom de briga, não sabe porra nenhuma de astronomia e coisas que ele julga chatas. Não gosta de ficção também. Ele seria o gordinho que cria um tópico para perguntar “O QUE É BBB?” ao invés de procurar no google.
Poirot não. Além de sua área de atuação, gosta de literatura e essas coisas.

And the winner is… Hercule Poirot!

Força:
Holmes é inteligentíssimo, mas além disso, é especialista em boxe, esgrima e singlestick.
Poirot é mais verbal. Não faz perseguições e não se esconde na carruagem do suspeito, resolve tudo entrevistando as testemunhas e os suspeitos. O resto ele liga tudo na mente dele.
Apesar do Poirot nunca fazer gordice, o Holmes ganha ponto por ser mais completo.

Dê uma olhada nesse peitoral definido, gordão!


Inteligência:
Esse é um item bobo.
Porque os dois são super-inteligentes, super-observadores e super- perspicazes.
Poirot é metódico, calmo e persuasivo. Sabe ligar os fatos às evidências e aos suspeitos, juntando cada pedacinho e tecendo uma (ou várias) conclusão na sua “massa cinzenta”.
Holmes tem o racicínio rápido e a observação. Liga as evidências aos seus conhecimentos, criando um desfecho sempre muito dramático. (ele nunca diz nada para ninguém, só para surpreender todo mundo no final)

And the final winner is… Empate!

“Marmelada!”

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Muito Épico: Sharpe’s Rifle.

A minha amiga Vals, que ficou de ajudar a gente aqui também, ganhou um box superlegal quando a sua irmã foi para a Inglaterra. Nessa ocasião, eu estava na Inglaterra também e OBVIAMENTE insisti para que o presente fosse dado para que eu pudesse aproveitar também (hehe, sou espertinha, olha só). O presente foi esse aqui:

Aham, exatamente. Um box com 15 dvds contendo os filmes do Sharpe lançados até 2008. Nesse box lindo e maravilhoso tem todos os filmes do Sharpe menos o que foi lançado em 2008! Se você não entendeu nada, acalme-se que eu já vou explicar.


Richard Sharpe é um personagem criado pelo grande autor Bernard Cornwell ainda em 81. Sharpe é um oficial do exército inglês no final do século 18 e início do século 19 e os livros o acompanham desde a sua primeira aventura (O Tigre de Sharpe, Cerco à Seringapatam, 1799) indefinidamente, passando por diversas batalhas importantes na história da Inglaterra e lutando nas guerras napoleônicas. As batalhas são todas reais e alguns personagens presentes também, então além de se divertir com uma história épica, você também aprende muito sobre história e sobre o funcionamento das coisas na época. O Cornwell sempre pesquisa antes de escrever um livro e é isso que eu adoro nele.

Voltando aos dvds, a Vals está me emprestando gradativamente os filmes e até agora só vi Sharpe’s Rifles, referente ao livro Os Fuzileiros de Sharpe (Espanha, Invasão francesa à Galicia, 1809).
O filme, assim como os livros, é super empolgante e envolvente, daqueles que você não quer desgrudar os olhos. Começa com Sharpe salvando o Coronel Wellesley e sendo promovido a tenente… Só que, naquela época, normalmente gentlemen eram oficiais, sendo raro um soldado ordinário chegar a esse posto. Sharpe é indicado para uma missão e seus homens não o levam a sério… A partir daí, Sharpe tem que lutar (às vezes literalmente!) para ganhar o respeito de seus subordinados enquanto corre para cumprir a missão que lhe foi designada.

No meio do caminho, ele se junta a um grupo de “aliados” para proteção – de quem é uma questão pertinente – e conhece Teresa, a líder do grupo de escolta dos espanhóis. Teresa é uma mulher que renegou tudo em busca de vingança, pois teve sua família violada e massacrada pelos franceses. Apesar disso, ela cai de amores pelo Sharpe.

“Teresa: Se você fosse francês, eu usaria minha faca e você me diria tudo o que quero saber
Sharpe: Mas nós somos aliados.
Teresa: Aliados? Aliados escondem segredos um do outro?
Sharpe: Amantes escondem segredos um do outro, mas ainda assim fazem amor.
Logo no primeiro encontro, Sharpe?? Que coisa feia! O que a mulher vai achar de você?
.
Esse é o próximo dvd que devo ver amanhã! É tão lindo e empolgante. Amo a Teresa.

Aliás, vocês estão achando o ator que faz o Sharpe familiar? É porque ele é o Sean Bean. Isso mesmo. Ele fez o Boromir, o Ulisses e será o Zeus em Percy Jackson, dentre outros.

Se você se interessou ou quer saber mais sobre os filmes ou como adquirí-los, visitem o site Bernard Cornwell Brasil. É o fã-site brasileiro dedicado ao BC e eles estão fazendo um trabalho de legendar os filmes do Sharpe.

Vídeo dos filmes do Sharpe com a música tema da série

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